Quando me formei em Enfermagem pela UFMG, dediquei meus dias a entender o funcionamento do corpo, os tratamentos clínicos e a importância do acolhimento à beira do leito. A enfermagem me ensinou a ter empatia pela dor humana em seus momentos mais vulneráveis. Mas, ao longo dos anos de prática, percebi algo inquietante: muitas das dores do corpo começavam antes mesmo de se manifestarem fisicamente. Começavam no coração, nas angústias da mente e em nós invisíveis guardados nas histórias de família.